13
set

A hora de mudar a mentalidade.

publicado no Caderno 4.

      O Senar coordena, supervisiona e fiscaliza a execução de programas e projetos de formação profissional, além da promoção social da população rural.

Os produtores cearenses contam com os cursos e as capacitações do Senar, o ano todo. Algumas dessas qualificações têm mudado a realidade de uma região inteira, como no caso dos agricultores de Tauá.

     Os principais associados da entidade são sindicatos de trabalhadores e produtores rurais. Os parceiros avaliam as necessidades e as capacitações são ofertadas de acordo com a demanda da região.

     O coordenador técnico do Senar-Ce, Paulo Remígio, explica que “a máxima pedagógica do Senar é ensinar a fazer fazendo e aprender a fazer fazendo”. Segundo ele, em 80% dos cursos os instrutores se detêm pouco na parte teórica e enfatiza mais a prática. “O instrutor nçao fica em sala de aula. A sala de aula dele é o curral, é o campo, é a água”, diz. Esse é o grande diferencial do Senar, que oferece, em média, 800 cursos e capacita quase 15 mil trabalhadores por ano.

     De acordo com o presidente da Federação da Agricultura do Ceará (Faec), Flávio Saboya, a concorrência no mercado de trabalho é uma realidade no Brasil e no mundo. Essa situação não é diferente no campo. Para Saboya, a profissionalização desencadeia oportunidades de negócios e, consequentemente, melhores salários.

A MUDANÇA JÁ COMEÇOU

     A vida de muitos trabalhadores rurais e a realidade de muitas regiões já foi mudada pelo Senar. Um exemplo disso é a implantação da cultura da piscicultura no município de Orós. A renda de muitas famílias locais passou de 80 reais para 700 reais por mês com a criação de tilápia. No início eram 220 tanques-redes que atendiam duas comunidades com cerca de 110 famílias, e hoje, são 7 mil tanques-redes que atendem 17 comunidades e 700 famílias.

     O superintendente do Senar-Ce, Anísio de Carvalho Júnior, chama a atenção para um fator relevante. “O Ceará tem 95% de área semiárida. Temos que acabar com essa ideia de associar isso com pobreza. Não adianta trabalharmos com os eventos climáticos”, salienta. Carvalho expõe que o homem do campo tem que saber aproveitar as três mil horas de sol que o Ceará apresenta por ano. Para ele, é preciso realizar um conjunto de mudanças de pensamento e ofertar ao homem do campo uma melhor estrutura de apoio à produção.

     O açude Castanhão fornece os recursos necessários para a implantação da agricultura irrigada, por exemplo, que tem se mostrado uma opção viável para os produtores. O intuito e grande desafio, para Carvalho, é promover a convivência com o semiárido, e desta forma estimular o desenvolvimento do homem do campo.

SERVIÇO:

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Rua Edite Braga, 50, Fortaleza – CE. Tel: (85) 3494.7062. E-mail: contato@senarce.org.br .