13
set

As flores e os orgânicos ainda são tendência.

publicado no Caderno 4.

     O clima quente e a umidade baixa, fatores típicos do Nordeste, não prejudicam o setor da floricultura no Estado.

A atividade da horticultura orgânica está em alta por ser um setor liderado por médios produtores e vendedores, bem estruturado e com condições para continuar se expandindo.

     O Ceará produz plantas ornamentais e ervas aromáticas consumidas pelo mercado interno e em países estrangeiros. Os alimentos orgânicos e as frutas ecológicas se inserem dentro dos mesmos segmentos, tendo se posicionado firmemente.

         Em 2006, existiam 91 produtores de flores e plantas ornamentais, atualmente, são cerca de 175 que geram empregos diretos e indiretos no campo. De acordo com dados da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), o setor floral da Ibiapaba é responsável por 900 empregos diretos, com mão de obra especializada, sendo 98% dos empregados, cearenses. Entre janeiro e dezembro de 2011, o número de flores de corte e vaso comercializadas no Ceará ultrapassou as 47 mil toneladas. As Regiões do Maciço de Baturité, Serra da Ibiapaba, Região do Cariri e Vales do Curu-Aracatiaçu são fortes produtores.

         O setor floricultural se destaca primordialmente através de vendas internas. Uma consequência do aumento da renda e do consumo no Brasil. Atacadistas, decoradores e supermercados, entre outros, adquirem e absorvem quase toda a produção. Ainda assim, o setor estuda formas para driblar as dificuldades de vender fora do país.

ORGÂNICOS QUE RENDEM

         Na mesma trilha desse desenvolvimento se mantém forte o setor dos produtos orgânicos. Vendendo a imagem da saúde, qualidade de vida e contribuições para o desenvolvimento sustentável, os alimentos orgânicos ganham cada vez mais espaço na mesa dos consumidores cearenses. Este particular segmento cresceu cerca de 40% em 2011. Isto após ter entrado em vigor a lei 10.831 que regulamenta o cultivo dos alimentos orgânicos no Brasil e que, por sua vez, estimulou o consumo desses produtos.

A comercialização de flores e plantas decorativas mantêm um crescimento tímido, porém sem interrupções, como o demonstra a produção na região cearense da Ibiapaba.

         Uma ferramenta da elaboração orgânica de alimentos é a mensagem de que os orgânicos são cultivados sem agrotóxicos, pesticidas ou adubos químicos. O principal benefício para os consumidores é a não-ingestão de substâncias químicas e tóxicas. Ainda, para o meio ambiente, é a garantia da qualidade das águas e da fertilidade renovável do solo. Para isso, são utilizadas técnicas especiais que o profissional dos orgânicos domina graças a capacitações disponíveis no Sebrae e na Universidade Federal do Ceará.

SERVIÇO
Universidade Federal do Ceará – Agronomia e Fitotecnia. Tel.:
(85) 3366 9670 / (85) 3366 9754. E-mails: engagri@ufc.br e fitotec@ufc.br .

SAUDÁVEIS E CEARENSES

     Notáveis produtores da agricultura orgânica podem ser encontrados em diferentes regiões cearenses. Na cadeia estão incluídos de pequenos e médios produtores rurais e familiares até empresas exportadoras. Para o setor, as regiões da Ibiapaba e a região Norte do Ceará apontam na liderança.

     Com ciclos regulares, os empreendedores oferecem algodão agroecológico, encontrado nos Inhamuns, Sertões de Canindé e Meio Norte, e o mel orgânico produzido por apicultores do Cariri. Até a castanha de caju, considerada símbolo da nossa terra, é produzida no setor orgânico, principalmente, na zona litorânea. Outro destaque é o cultivo de flores tropicais orgânicas desenvolvido na Região do Maciço de Baturité. No levantamento efetuado pelo Instituto Agropolos, existem mais de 1000 produtores orgânicos no Ceará. O consumo “in natura” é uma tendência crescente no Brasil. É nesse marco que os novos empresários e profissionais devem traçar suas estratégias para diferenciar-se e ter sucesso.