06
set

Dedicação e arte do confeiteiro.

publicado no Caderno 3.

      A atividade de confeiteiro teve origem no Império Romano. Esses especialistas eram denominados “padeiros do mel” e considerados grandes artistas.

As criações do confeiteiro encantam os sentidos, em especial o paladar. Conheça as estratégias da profissão para atrair clientes, com a história de Crisanderson Alencar.

No século XVII eram figuras centrais nas festas da nobreza. Preparavam decorações de mesa, com peças no estilo barroco, que eram tão refinadas que hoje seria difícil reproduzir semelhante arte.

      Com o passar do tempo, as doçuras passaram por um processo de popularização e diminuição de preços para poder atingir o máximo de públicos. Eis aí o desafio do confeiteiro contemporâneo: gerar delícias de qualidade e baratas, oferecendo acesso, por exemplo, ao público infantil, famoso por apreciar como nenhum outro as doçuras e sobremesas.

      A profissão de confeiteiro requer estudo. A necessidade de se especializar é percebida pelos profissionais que buscam melhorar sua criatividade e habilidades. Inovar nos produtos é crucial. Por isso a constante demanda de experimentar preparações e incorporar técnicas diversas. Com o auge da cozinha internacional, os confeiteiros trazem para o Nordeste receitas de outros países, com sucesso. É o caso do alfajor doce – de origem árabe e com tradição no Uruguai, Argentina e Sul do Brasil – que pode ser provado prazerosamente no Ceará.

VENCER COM DOÇURA

     Aos dezesseis anos o jovem Crisanderson Alencar resolveu participar de um curso técnico de confeiteiro. Nessa época o dom com as mãos servia para cuidar dos irmãos menores. Mas, com o tempo, o sucesso nos fogões cresceu (retirar vírgula) e a vontade de fazer parte do universo da culinária foi maior.

     O curso de confeiteiro, realizado num Centro Social através do Pronatec, foi apenas a porta de entrada para Crisanderson se tornar um profissional de destaque. “Sofri bastante, tive que trabalhar como vendedor, limpei muito chão e lavei muita louça dentro de cozinha, antes de conseguir meu primeiro bom emprego de confeiteiro”, conta.

Crisanderson considera seu futuro promissor. “É preciso ser criativo, misturar ingredientes e desenvolver novos sabores. Como não paro de crescer, pretendo abrir meu próprio negócio e continuar me aperfeiçoando”, afirma. Para tanto, ele está cursando empreendedorismo e gestão de negócios, no Sebrae . Como ele, muitos jovens cearenses entram pela porta da qualificação técnica para conseguir inserção no mercado de trabalho. “Basta força de vontade, garra e doçura, claro. Sem esquecer da qualificação”, palavras de quem sabe.

 Entre em contato: SEBRAE: www.sebrae.com.br/uf/ceara