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set

Emprego no campo: vale a pena apostar?

publicado no Caderno 4.

     A melhoria das condições rurais tem contribuído para que trabalhadores e profissionais permaneçam em empregos de municípios do interior do Estado.

       Contudo, dos 1,5 milhões de cearenses na miséria, 770 mil convivem no meio rural. Isto inclusive no contexto do Plano Nacional Brasil sem Miséria, que aplica ações para melhorar a vida geral dos camponeses aumentando a produtividade agrícola e oferecendo assistência técnica. O programa busca qualificar mão-de-obra e identificar oportunidades e empregos.

Tranquilidade pessoal unida de emprego garantido é o desejável, mas as chances merecem ser analisadas.

         De acordo com o titular da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado, Nelson Martins, o Ceará está executando ações que fazem parte do Sem Miséria, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, que passou a comprar diretamente do agricultor 6,5 milhões de produtos a mais. Atualmente, este empreendimento beneficia 35.900 famílias por meio de 596 entidades cadastradas. Sobre o capital para o empreendedor, o Banco do Nordeste financia projetos permanentemente, como os empréstimos do “Agro-amigo”.

         Ofertas de empregos rurais demandam do trabalhador análises e apostas. As oportunidades do campo são visíveis em inúmeras áreas. Aquela migração para os centros urbanos pode ser considerada um passo de ambição, no entanto hoje, não precisa ser uma obrigação.

ALIMENTO DO CRESCIMENTO

         As oportunidades não estão somente na agricultura familiar. O Estado cresce com a comercialização de produções alimentares diversas, presentes em 150 municípios. A produção de mel, por exemplo, registrou em 2011 um crescimento de 269 %, no Ceará. O Estado é hoje o terceiro maior exportador de mel do país, segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Com a criação de peixes e de camarão, junto com outras atividades, estão acontecendo migrações das cidades para o meio rural.

         Na produção agrícola e pecuária, a Terra da Luz demonstra firmeza. No segmento da fruticultura irrigada o Estado exporta castanha de caju, melão, melancia e abacaxi. A banana é outra fruta que se destaca e gera vagas de estação. Já a produção de flores continua em expansão com destaque do cultivo e distribuição de rosas. Dados da Câmara Setorial de Flores e Plantas Ornamentais do Ceará indicam que o segmento emprega 15 mil pessoas.

     Recentemente, a bovinocultura avançou com a utilização dos perímetros públicos irrigados. Dentro da piscicultura, a criação de Tilápia assumiu um papel notável: o Ceará é o maior consumidor deste peixe no Brasil – 20% do consumo nacional. São numerosos os municípios que obtêm renda com essa atividade, como nos casos de Orós, Várzea Alegre, Lavras da Mangabeira e Quixelô. Outras 50 comunidades locais criam estas espécies, aumentando a expectativa para que a produção estadual atinja 20.000 toneladas por ano.

    A criação de camarão se concentra em cerca de 180 fazendas ao longo do Estado, distribuídas em 5.546 hectares. O Ceará posicionou-se como o Estado brasileiro com a maior produção de camarão entre 2011 e o começo de 2012.