06
set

Profissão: cumim, garçom e maître.

publicado no Caderno 3.

       Saber atender faz parte da vida dos profissionais que trabalham buscando a perfeição.

O setor gastronômico oferece oportunidades reais para entrar no mercado de trabalho e construir carreiras.

      O mau atendimento em restaurantes, bares e eventos costuma ser um assunto recorrente, mesmo na capital, onde o turismo é mais estruturado. A união do cumim, do garçom e do maître pode ser um fator determinante quando o assunto é fidelizar a clientela que aprecia os sabores e aromas.

CUMIM

       A alternativa para quem quer entrar e permanecer neste mercado é buscar a qualificação. Além de treinados, os profissionais da área precisam trabalhar em sintonia. Encontramos num restaurante de Fortaleza o jovem Jociel Farias, que carrega a importante tarefa do cumim.

      “Além de servirmos aos clientes cortesias como caldo de peixe e batatas chips, trabalhamos ajudando o garçom. Eu limpo, organizo as mesas e ainda sirvo algumas bebidas. Deixo tudo certinho para o cliente se sentir bem no ambiente”, diz.

     Jociel esclarece que a atuação de um cumim é primordial para que o atendimento seja impecável. Esse profissional prepara tudo para o jantar, ou seja, coloca e recolhe os utensílios levando-os para a copa, ajuda o garçom na mudança de pratos e auxilia os chefs de cozinha. Além disso, realiza a limpeza e os arranjos gerais. Pode parecer fácil, mas o cumim deve ser, principalmente, desenrolado e pró-ativo. Organização: essa é a chave deste profissional.

 

GARÇOM

      A reputação de um bar ou restaurante é associada diretamente ao garçom, profissional que recepciona, dá sugestão, tira dúvidas, anota os pedidos e serve. “Um bom garçom não só carrega a bandeja”. Essa é a primeira realidade que Emanuel Messias Barbosa destaca sobre o serviço dele. “O garçom deve entender de etiqueta, conhecer o cardápio, saber combinações de bebidas e pratos, e, principalmente, fornecer um atendimento aceitável”, orienta a quem deseja entrar para a profissão. Agilidade, raciocínio rápido, flexibilidade, capacidade de observação, disponibilidade horária e simpatia, fazem parte das capacidades deste atendente.

    Em busca de aprimorar seus conhecimentos, Barbosa se matriculou recentemente num curso de inglês. “Claro que às vezes até conseguimos nos virar para atender um cliente de outro país, mas a maneira correta é estudar e se capacitar”, aconselha.

MAÎTRE

      Outra importante tarefa num restaurante é desempenhada pelo maître. A palavra, de origem francesa, quer dizer “chefe”. O maître é o nome dado ao responsável que agenda a visita dos clientes aos restaurantes, participa da elaboração de menus, lida com as reclamações de clientes e representa o estabelecimento em oportunidades de novos negócios. Lidera a equipe de trabalho, com o dever de assegurar que todos os servidores estejam concluindo suas tarefas de forma eficiente.

     Bartolomeu Santana de Jesus, maître baiano, revela uma dificuldade no setor: “Atualmente há uma enorme dificuldade em encontrar bons profissionais, capacitados”, afirma.

         O setor gastronômico se mantém em alta, é amplo e acompanha o crescimento dos serviços. Mas vale aqui a dica do maître Santana: “O aperfeiçoamento dos profissionais que lidam com alimentação deve ser constante”, orienta.

“Um profissional, de qualquer área, deve aceitar a responsabilidade de ser um especialista, ter conduta, disciplina e compromisso. Na culinária, isso é básico” – José Faustino Paiva.

PALAVRA DO CHEF

       “Gostar de servir”, essa é a dica primordial de um dos chefes de cozinha mais conhecidos do Ceará. Segundo Faustino Paiva, os profissionais cumin, garçom e maitre devem ser disponíveis, obedientes, gostar de limpeza e  humildes. “Trabalhar com qualquer dessas atividades não é fácil. O público realmente é exigente e gosta de ser bem servido”, diz.

     Para desempenhar um bom papel junto aos clientes, completa Faustino, esses profissionais devem sempre estar estudando, se aperfeiçoando e “colocando no currículo cada vez mais cursos de capacitação”. Para tanto existem inúmeros cursos e diversas instituições no nosso Estado como, por exemplo, o Senac Turismo. “Servir não é apenas colocar comida na mesa, é fazer com que essa comida seja inesquecível”, afirma Faustino.