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Progredir com a construção civil.

publicado no Caderno 2.

Desde 2009, tanto as obras do setor privado como as construções erigidas pelos governos, exigem pessoal capacitado. O que será suprido com o acordo “Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as ondições de Trabalho na Indústria da Construção”.

 A região Sudeste concentra mais da metade dos trabalhadores da construção civil no país. Em seguida vem o Nordeste, impulsionado pela pujante economia dos nove estados da região. De olho nesse crescimento, o Governo Federal assinou o “Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Indústria da Construção”.

   Trata-se de um termo de cooperação técnica firmado entre a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base e o Ministério do Trabalho e Emprego. O objetivo é ofertar cursos de capacitação em profissões relacionadas às atividades de obras civis, dentre elas as de: encanador, ajudante de eletricista, soldador, carpinteiro, montador de andaimes, armador de telhados, pintor de obras e de estruturas metálicas, pedreiro e construtor de calçadas/pátios.

APRENDA E CONSTRUA

   Até 2016 a meta é capacitar 100 mil pessoas maiores de 16 anos. Salas de aula serão instaladas nos canteiros de obra espalhados em todas as regiões do país. Os cursos terão aproximadamente 120 horas de lições teóricas e outras 80 horas de práticas. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, Paulo Godoy, o compromisso com o Ministério do Trabalho e Emprego foi pensado para que a carência de mão de obra especializada não emperre a execução dos projetos da  civil. Segundo especialistas, para combater o déficit habitacional e avançar nas obras de infraestrutura, o Brasil deve investir até 2022 aproximadamente R$ 1 trilhão na formação de mão de obra para o setor.

COMO EDIFICAR-SERoberto Sérgio – Presidente do Sinduscon.

“Nas construções, temos grandes exércitos de trabalhadores, com muitos capitães e poucos sargentos. Cada dia precisamos mais de especialistas de nível médio, como pedreiros, gesseiros, pintores e outros. É para eles que se abrem as maiores vagas” – Roberto Sérgio, do Sinduscon.

   Só em Fortaleza e região Metropolitana estão empregados no segmento 59 mil trabalhadores. De

acordo com o Sindicato da Indústria da  Civil (Sinduscon), em 2011 o setor teve incremento de 7,5%. Para o presidente da entidade, Roberto Sérgio, este segmento que cresce a cada ano deve corrigir alguns paradoxos. Os profissionais precisam reavaliar suas apostas e saber onde investir.“Precisamos de técnicos pontuais e qualificados, não só de coordenadores”. Sérgio ressalta que faltam profissionais importantes como mestres de obra, pedreiros de acabamento, ferreiros e marceneiros.

   A dica principal é saber escolher a área correta e não se deslumbrar com “títulos”. “Ninguém quer ser nível médio, todo mundo quer ser doutor. Eu acho isso razoável, mas somos partidários de um investimento pesado no nível médio no Ceará”, enfatiza. O presidente finaliza destacando que na própria sede do Sinduscon são disponibilizados ensinos de capacitação para profissionais em desempenho. São cursos de, no máximo, 60 horas. Neste ano já foram capacitadas 354 pessoas.