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out

Trabalho na laminação do aço.

publicado no Caderno 8

    As obras da Siderúrgica estão a todo vapor.

A geração de vagas é um dos pontos de destaque no complexo industrial siderúrgico. E a maioria delas é para trabalhadores cearenses; alguns deles já se desempenhando em edificar o complexo.

    Segundo a direção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), faltam apenas 20% da terraplanagem e a previsão é que o terreno fique pronto em dezembro. Até fevereiro de 2013, devem ser cravadas todas as estacas necessárias para a construção da infraestrutura básica. Além disso, está em construção uma subestação para fornecimento de energia elétrica.

     Neste momento, estão trabalhando na construção da CSP cerca de 1.100 funcionários, contratados e sub-contratados, em diversas funções, tais como: engenheiros e técnicos ambientais, de segurança, planejamento, pedreiros, mecânicos de máquinas pesadas, eletricistas, motoristas de carro de passeio, van, ônibus, caminhão basculhante, ambulância, caminhão munck, operadores de motoniveladora, trator de esteira, escavadeira hidráulica, retroescavadeira, betoneira, rolo compactador, etc.

    Mas este é apenas o começo. A direção da CSP projeta que durante a fase principal da obra, em 2015, serão gerados até 18 mil empregos diretos e indiretos.

PROFISSÕES E BENEFÍCIOS

“Deverão ser gerados 12 mil empregos indiretos e 4 mil diretos. Serão necessários profissionais com formação técnica e especializados em siderurgia.” Marcos Chiorboli, presidente da CSP.

     A CSP, que já está gerando impacto nos empregos, também vai deve mudar o perfil econômico em todo o Ceará e, especialmente, na Região Metropolitana de Fortaleza. O presidente da Siderúrgica do Pecém, Marcos Chiorboli, falou ao Caderno Inclusão Profissional sobre reflexos na economia cearense, planos da CSP no Ceará e oportunidades para formação com emprego praticamente garantido.


Inclusão Profissional:
Em relação ao impacto econômico e social no Estado do Ceará, o que vai representar a CSP?

Marcos Chiorboli:  A CSP vai impactar profundamente o PIB do Estado, com um incremento dos mais significativos historicamente. No aspecto social, serão diversos os benefícios, considerando que as pessoas terão inúmeras oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional na sua própria região, afastando de muitos a indesejável idéia de ter que mudar de Estado para conseguir uma boa colocação profissional. Durante a fase de construção, a CSP proporcionará um impacto de 6% no PIB Estadual e 12% na fase de operação. O PIB industrial terá um acréscimo de 48%.


IP: Para o pleno funcionamento da siderúrgica, quais os profissionais necessários?

MC: Na fase de operação da planta, deverão ser gerados 12 mil empregos indiretos e 4 mil empregos diretos, entre próprios e terceirizados. Serão necessários profissionais com formação técnica para determinadas fases da operação e também profissionais especializados em siderurgia.

IP: A Companhia Siderúrgica do Pecém tem algum programa de formação de profissionais?

MC: Na fase de construção, somos co-responsáveis pela qualificação profissional e estamos participando ativamente junto ao Conselho Gestor do CIPP (Complexo Industrial e Portuário do Pecém), que estabeleceu o Comitê de Capacitação Profissional liderado pela FIEC. A CSP identificou que do total da mão de obra utilizada no pico da construção, planejado em meados de 2013 (16.738  funcionários especializados em obras civis e montagem), 3.000 já estão disponíveis na região.

    Para a fase de operação, somos responsáveis pela estruturação e qualificação da nossa mão de obra, considerando o grau de experiência exigida e a delimitação da quantidade de pessoal que deve ser treinado para compor o quadro de trabalhadores que atuarão nesta fase.

IP: Os moradores da região de São Gonçalo do Amarante serão privilegiados?

MC: Já estão sendo privilegiados. No momento, 90% das pessoas que estão trabalhando na CSP são cearenses, sendo 45% do município de São Gonçalo do Amarante, 24% de Fortaleza e 22% de Caucaia. Na fase de construção, dados estatísticos demonstram que 20% da mão de obra é importada pelas grandes construtoras, por se tratar de uma obra de obra especializada em empreendimentos de grande dimensão. Na fase de operação, não pretendemos importar mão de obra e, para isso, já estamos desenvolvendo algumas atividades com instituições de ensino como a Universidade Federal do Ceará, especialmente com os alunos do curso de engenharia metalúrgica.

 
IP: A partir da operação da CSP, em quanto tempo as indústrias periféricas deverão se instalar e mudar a realidade da região?

MC: As indústrias periféricas, como os prestadores de serviços, equipamentos e materiais diversos já iniciaram suas instalações na região do entorno do Complexo Industrial do Pecém. Assim, as oportunidades de negócios e geração de emprego e renda já se iniciam na fase de construção.

SERVIÇO.

Companhia Siderúrgica do Pecém. No site da empresa há links para conhecer as vagas de emprego e cadastrar o currículo on-line. Acesse: http://www.cspecem.com/