Caderno 4 - Tendências de mercado

31 julho

Momento propício – Finanças

Tendências de mercado ampliam oportunidades.

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Em um cenário de incertezas na economia, em alguns aspectos desafiador para diversos campos de atuação profissional, quando vemos até mesmo trabalhadores capacitados ampliando as estatísticas do desemprego, o profissional da área de finanças encontra o momento propício para aproveitar oportunidades de emprego e até o crescimento salarial, por possuir a formação necessária e a reconhecida habilidade para propor soluções que ajudem a empresa a superar esse momento tão delicado.

Mas qual seria a formação para ser um profissional de finanças? De acordo com Mário Monteiro, Doutor em Administração de Empresas pela Universidade de Fortaleza (2015), graduado em Economia pela Universidade Federal do Ceará e Professor-Adjunto da Universidade de Fortaleza (Unifor), embora, tradicionalmente, as pessoas relacionem a formação proporcionada pelos cursos de Economia e de Administração de Empresas com o trabalho na área financeira, outros cursos de graduação, como Contabilidade, Comércio Exterior e, mais recentemente, graduação em Finanças, oferecem os conhecimentos básicos necessários à atuação nessa área.
O especialista explica que existem, ainda,
várias opções de pós-graduação na área financeira,
além dos inúmeros cursos de curta
duração.
Visto como um cargo estratégico dentro
das empresas, o profissional de finanças, em
termos mais gerais, assume responsabilidades
fundamentais em uma empresa. “A análise,
o planejamento e o controle financeiro; a
tomada de decisões relativas ao financiamento
da empresa e a análise de investimento
dos recursos empresariais”, explica o professor
Mário Monteiro.
FORMAÇÃO

Para Lauro Chaves Neto, economista e Professor
da Universidade Estadual do Ceará
(Uece), “o profissional de Finanças precisa de
uma sólida formação teórica e prática para o
desenvolvimento das habilidades necessárias
para atuar especificamente na controladoria,
na tesouraria, na gestão de custos, no orçamento,
no fluxo de caixa, no planejamento
financeiro, na elaboração de projetos de financiamento,
em perícias financeiras, dentre
outros”, observa. “Existindo funções no nível
operacional, tático e estratégico. E esse profissional
pode ocupar cargos de analista de
custos, orçamento, contas a pagar, contas
a receber, tesoureiro, controller, gerente financeiro,
diretor financeiro. Muitos chegam
a Superintendente ou a Presidente de suas
organizações nas áreas pública e privada”,
detalha o professor Lauro Chaves.
Em tempos de otimização de recursos por
todas as companhias, os profissionais que
mais intensamente conseguem reduzir os
custos passam a ser os mais valorizados. Na
área de finanças, com essa função de redução
de custos, estão o gerente tributário, o
controller e o analista de custos/orçamento.
EFICIÊNCIA

O gerente tributário é responsável por todo
o planejamento e gestão tributária dentro
da organização. Seus objetivos princibanco

pais são os de conseguir a redução da carga
tributária e aumentar a eficiência do negócio.
Esse profissional planeja e organiza as atividades
fiscais, nos termos da legislação vigente,
responsabilizando-se pela criação da visão estratégica
e pela elaboração do planejamento
tributário da companhia, sempre no intuito de
reduzir custos.
Ele também é o responsável pela revisão
dos cálculos de apuração dos tributos diretos
e indiretos. Além disso, o gerente tributário
responde pela análise, classificação dos lançamentos
contábeis, elaboração de relatórios
contábeis e controle de patrimônio. Dessa
forma, esse profissional deve realizar, dentre
outras atribuições, as rotinas contábil, fiscal e
tributária, além de expedir notas fiscais eletrônicas,
efetuar as retenções de impostos em
notas fiscais de serviço, fazer a apuração e a
escrituração de impostos municipais, estaduais
e federais, realizar declarações federais,
fechamento de balanços, balancetes, livros
contábeis e fiscais.
De modo geral, esse profissional tem uma
formação predominantemente contábil, sendo
possível, no entanto, outras formações.
Já o profissional controller deve ter uma
visão sistêmica e estratégica da organização,
com habilidade de efetuar a análise e o
controle do plano de operações da empresa,
reportando e analisando os resultados das
operações dos diversos níveis gerenciais, por
meio da emissão de relatórios específicos.
Cabe a esse profissional conhecer a companhia
de maneira homogênea, notadamente
as operações que são realizadas e como
o custo dessas operações irão impactar nos
resultados financeiros da empresa. Formalmente,
o controller deve apresentar formação
em Contabilidade, com conhecimentos avançados
em sistemas de informações gerenciais,
Tecnologia da Informação, aspectos legais
dos negócios e visão empresarial, métodos
quantitativos de análise de informação e processos
de produção de bens e serviços.
ANÁLISE
Nos períodos delicados enfrentados pela
economia nacional, é comum ocorrer um
crescimento da inadimplência, tanto de
clientes Pessoa Física como de clientes Pessoa
Jurídica. Dessa forma, a análise de crédito
assume uma importância ainda maior
no processo de tomada de decisão dentro
das operações das empresas. O analista ou
gerente de crédito é o profissional que mais
pode contribuir para minimizar essa inadimplência,
no processo de análise de crédito
que vai desde o cadastro do cliente até a
aprovação da venda.
Para esse profissional, mais importante
que a formação é o conhecimento das peculiaridades
e regras, além de um banco de
dados e um networking que proporcionem
suporte na construção de indicadores confiáveis
para a decisão do crédito.

 

Tendências de mercado ampliam oportunidades
Para o professor Lauro Chaves (Uece), existe um processo cultural no qual as
organizações, ao longo dos últimos anos ou décadas, passaram a valorizar cada
vez mais os aspectos técnicos e, consequentemente, cada vez menos os empíricos.
“Essa mudança deve ser ainda mais intensificada nos próximos anos, o que abrirá
um leque crescente de oportunidades para os bons profissionais de Finanças”,
incentiva o economista.
Para os jovens inclinados a escolher a área de Finanças como profissão, Mário
Monteiro, Professor-Adjunto da Unifor, sugere: “no que se refere à formação
técnico-profissional, cabe destacar a importância das disciplinas inerentes a
finanças (economia, matemática financeira, administração financeira, contabilidade,
estatística, legislação tributária etc.), além de conhecimentos de informática, que se
tornou um elemento essencial para profissionais de finanças, além do domínio de
pelo menos um idioma, sendo que o inglês é obrigatório”, afirma.
Ele também ratifica que, em termos de atributos pessoais, é esperado, daqueles
que optam por essa área profissional, ter um comportamento orientado para
a transparência, para a ética e para o comprometimento efetivo dos resultados
esperados pelas organizações empresariais.

“Esse profissional pode ocupar cargos de analista de custos, orçamento, contas a pagar, contas a receber, tesoureiro, controller, gerente financeiro, diretor financeiro. Muitos chegam a Superintendente ou a Presidente de suas organizações nas áreas pública e privada.” Lauro Chaves Neto, economista e Professor da UniversidadeEstadual do Ceará (Uece)